Ante a manifestaçom do 10 de junho

JUNTAS NOM NOS PODEM APAGAR

Os médios de desinformaçom levavam umha semana amedrontando com umha campanha do medo. O que nom nos surprendeu, corresponde coa sua labor de beneficiar certos interesses políticos e especulativos.

Ainda assim, chegou o sábado e, depois de horas de constróis policiais, registros e roubo de perigoso material médico, suadoiros e mochilas por toda a zona velha, juntamo-nos quase mil pessoas. A polícia, nom queria deixar passar a nom ser que lhes mostrasemos o percorrido, mais nom lhes íamos dar essa informaçom aos mercenários que umha semana antes estam a zoupar em nós.

Finalmente, conseguimos sair e passamos polas ruas da zona nova berrando, ate chegar a onde estivo ate 2009 o colégio privado Peleteiro, e que desde finais deste mesmo ano e ate 2011 foi a comisaria da polícia nacional. Ate o momento, o prédio pertence a La Caixa, que tivo que deixalo em mãos do chamado “banco malo” quando non puido cumprir os seus plans especulativos para o ensanche. Conseguimos entrar no edifício, para nós foi um dos melhores momentos deste processo, onde se viu recompensado todo o trabalho feito, e pudemos celebrar todos os laços que fixemos estes anos. Também remarcar o sentido da ocupaçom deste edifício em concreto, que guardou no interior dos seus muros desde o mais rancio da educaçom compostelana ate o aparato repressor que nos agrede dia a dia, e cuja expropiación estaba cargada de simbolismo.

Um grupo de pessoas, decidiu ficar fora, protegendo a porta e animando com berros, ate que chegarom os antidistúrbios, que a base de hóstias e intimidaçons começarom a dissolver à gente. Mais o seu lhes custou, ja que as companheiras decidirom ficar e prolongar a chegada do despejo, que finalmente chegou, e com botes de fume, bolas de borracha e a luz do elicótero, entrarom no pátio como se dunha peli yankee se tratara, e de forma violenta começarom a sacar as pessoas, que estavam sentadas e amarradas umhas das outras.

Como sabedes, houvo arredor de 120 identificaçons, 19 levadas a comisaría e duas pessoas detidas, que foron liberadas na mesma nuite.

A solidariedade continuou numha concentraçom em porta faxeira para aguardar às pessoas que estavam em comisaría e berrar aos maderos tanto uniformados como aos grupos de secretas que por ali passarom.

Desde o c.s.o.a. escárnio e maldizer, a nossa valoraçom da jornada do sábado e muito positiva. Vivimos umha experiência de apoio mútuo e objetivos cumpridos que nos enche de ilusiom.

Ver-nos a todas, mao a mao, celebrando, mais também luitando e cuidando das nossas, foi umha aprendizagem e um impulso brutal. Sentimos que por muito que nos botem dos edifícios, que nos firam, que nos multem, todo o que esta construído vai ficar com nós, e que, o tecido que imos criando fica para seguir luitando.

Agradecer imensamente a todas as pessoas lindas que estam com nós neste processo –dende as jornalistas da imprensa que retransmitiron minuto a minuto a manifestaçom, as pessoas que decidiron ficar a defender as compas que entraron no Peleteiro, e as compas que entraron, todas as solidarias que non deixan de enviar mostras de apoio, todos os centros sociais e coleitivos que se volcaron nisto, tanto da Galiza como de fora…, mais também pensamos que isto nom somente vai do escárnio, se nom que vai de todas as pessoas que decidimos dar um passo pra fronte e começar a construir, por nós e para nós, questionar as dinâmicas capitalistas que nos rodeiam, e mudar e aprender dia a dia entre todas, multiplicando as maneiras de expressar e acionar.

Finalmente, ponher a disposiçom de quem precise o nosso contato : csoaescarnioemaldizer@riseup.net e assim poder gestionar entre todas, no caso de chegar multas ou outro tipo de repressom, para afrontar este processo de forma coletiva.

Animamos a seguir trabalhando, porque isto nom vai ficar aqui, afortunadamente ainda queda caminho e aguardamos poder caminha-lo juntas .

Contra a brutalidade do aparelho estatal,

10, 100, 1000 CENTROS SOCIAIS!

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